Hora errada, lugar errado, pessoa errada. Quem nunca falou isso tem uma tremenda sorte, se é que há alguém que nunca disse isso. Quem nunca deu de cara com alguém tão incrivelmente encantador e ficou flutuando em pensamentos que atire a primeira pedra. Eu realmente ia escrever sobre algo completamente diferente hoje, mas fui mais uma vez vitima da "paixonite instantânea" e não consegui desenvolver um assunto que não abrangesse o que estou sentindo agora.
Não sou muito de sair de casa, calma, deixa eu consertar a informação: eu não sou de sair de casa, mas parece que o destino quer me castigar por ser um ser em constante solidão e isolamento e assim quando eu saio meu coração parece ser tão frágil, carente e completamente burro que se encanta com uma incrível facilidade.
Meses atrás, conheci alguém, (shiu- não espalha), e essa pessoa era incrivelmente encantadora, simplesmente aquela pessoa que você desenhou em uma folha e colocou no envelope pro Papai Noel te trazer, mas não falo de beleza exterior, não que ele seja feio, muito pelo contrário, mas, pelo jeito, sabe aquela forma de SER humano, senso de humor, sensível ao ser humano, olhar no futuro sem pisar no seu próximo, e acredite eu lembro exatamente a forma que ele arruma o boné sobre seus lindos cabelos, e olha que eu não gosto de homens de boné (...) e tantas outras qualidades que eu poderia descrever mas isso ficaria completamente meloso, porém ele tem um grande defeito, é claro como todos nós, seres imperfeitos, mas o dele o torna impossível a mim.
Me sinto bem patética a escrever sobre isso, ou sobre ele, sei o seu primeiro nome e é só, ou quase só, mas esse quase que complica, pois quando você desconhece não te faz diferença, o que não acontece quando você tem conhecimento de causa. Ele tem um sorriso esplendoroso, disso eu sei, pois ele sorriu pra mim, e provavelmente é por isso que ele virou a vitima da vez, a vitima de ocupar o meu pensamento durante boa parte do dia, portanto a culpa é completamente dele. Ok! Defenda-o como quiser. Mas não me julgue, não me julgue fraca, não me julgue infantil, não me julgue, apenas, pois isso eu já estou fazendo desde o dia que apertei a sua mão pela primeira vez.
É triste, é, mas essa sensação de frio na barriga todas as vezes que o vejo, a inquietação com a sua presença é algo estranhamente engraçado de vivenciar, por mais patético que eu ache, me faz se sentir feliz, feliz em sentir, mas acho que esses encantamentos são assim mesmo, pelo menos eu espero que eles tenham prazo de validade.
Ana Rita Pardim

Nenhum comentário:
Postar um comentário