2 de nov. de 2016

Insana loucura



Trancada numa redoma sentimental, sem expectativas e muitos questionamentos sobre essas “coisas de amor”. Amor próprio e só. Se apaixonar é fora de questão, é coisa para outra vida, para outras pessoas. Um estado de espírito livre, sem amarras, sem conexões, sem nada, só uma alma solitária vagando na terra e aproveitando momentos esporádicos, com pessoas esporádicas sem uma real conexão de almas, de vidas.
O mundo é mágico e cheio de surpresas. Numa esquina qualquer ele destrói sua redoma, faz sua alma querer ter outra para se conectar, ter uma vida ao lado da sua para tudo fazer sentido. Sentido esse que se encontra num sorriso, num abraço, num olhar. Que mundo louco. Uma loucura desgovernada, hipnótica, uma loucura realmente louca para ser entendida.
Entender para que, entender o que, entender como, se a única coisa que faz sentido é aquele sorriso?!
Não sei se é a porta do paraíso ou o topo de um precipício, é fascinante e de tirar o fôlego. Respirar parece a tarefa mais difícil quando os olhares se cruzam, a pele sente o toque, o cérebro não funciona não respeita comandos, vira tudo uma loucura de dois corpos em um, de duas almas em uma, de duas vidas em uma só.
Nada faz sentido com todo o sentido mundo, minha roupa tem seu cheiro, minha pele tem seu cheiro, meu cheiro tem seu cheiro. Parece uma loucura surreal, mas, é só a surrealidade de uma loucura.

Insanidade para quem já teve sanidade demais, expectativas absurdas para quem odiava expectativas, questionamentos insanos para quem jamais questionava, um amor próprio que aumenta ao ser compartilhado, e essa tal de paixão ainda temos dúvidas se é só para outras vidas.

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