6 de mai. de 2013

Estamos a procura de algo que encha nossos olhos ou nossos corações?









Sempre me senti meio fora do contexto, fora dos padrões, nunca fui meiga como as garotas do meu colégio, muito menos querida e popular, estava sempre do lado dos excluídos, ou dos esquisitos. Sempre fui muito observadora, sempre pensei muito antes de tomar uma atitude, cheguei a pensar tanto que acabei não agindo.
Confesso que por um tempo meu jeito de ser, e de ser tratada pelos demais me incomodava, me sentia um famoso zero a esquerda, mas, com o tempo fui percebendo que não importa o quão bonito você é, o quão simpático aparenta ser, o quão bem se veste, o quão inteligente é, as pessoas veem o que querem ver.
Raramente as pessoas estão interessadas em conhecer alguém verdadeiramente, elas estão a procura de algo que encha seus olhos e não seu coração. E é isso que as leva a serem seres humanos tristes, solitários e dotados de carências intermináveis.
O ser humano se fecha em uma grande bolha particular e inclui nela apenas quem  acha que valha a pena, excluindo de suas vidas pessoas que poderiam fazer uma grande diferença.
Não pensemos que isso só acontece com o vizinho, com o amigo do amigo nosso, com o conhecido do trabalho, com o colega de classe, não, isso acontece principalmente com aquele carinha que vemos todos os dias refletido no espelho.
Vamos fazer uma proposta para a nossa vida? Que tal? Vamos tentar buscar algo que nos complete, algo que inunde nossos corações de alegria, de prazer e não aquilo que nos encha os olhos com tal intensidade que os faça  transbordar em lágrimas de tristeza.


Ana Rita Pardim 








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