Sinto-me como
um pássaro preso em uma gaiola, com asas perfeitas
para levantar um voo altamente grandioso em busca da liberdade, mas,
que se encontra impedido por uma grande cúpula de ferro, que o
distancia do que ele realmente é, um ser em construção, em busca de riscos,
aventuras e a tão sonhada liberdade.
Pode parecer fácil pensar em uma
solução, apenas esperar uma boa alma para que abra a gaiola, e na verdade é
simples assim e complexo assim também. O ser humano é egoísta, em pensar que
o pássaro veio ao mundo para fazer parte da sua ornamentação. Ninguém
se coloca no lugar dessa ave, que se vê impedida de realizar a sua natureza.
Ana Rita Pardim

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