12 de mai. de 2017

Deitado nos braços da Esperança



Esperança, é ela que nos faz prosseguir. Acreditar que amanhã, quando o sol nascer as coisas estarão melhores, nos eixos, mais claras e que toda aquela neblina que pairava sobre nossas mentes vai simplesmente sucumbir, virar pó e tudo vai renascer. Só que as coisas não são assim.
Crer em algo nos move, nos motiva, é como a engrenagem de tudo, nos faz deitar na expectativa de que quando fecharmos os olhos e descansarmos por um minuto que seja, quando abrirmos tudo vai estar diferente, toda a merda, as complicações, as doenças, os desentendimentos, tudo vai virar só um pesadelo incrivelmente complexo e ruim e assim que os olhos abrirem será novo.
Mas não é.
Nada melhora só porque simplesmente fechamos os olhos. E tentar é pouco, é muito pouco, apesar de ser um grande começo. Começos são difíceis, sempre são, e ultimamente tenho começado todos os dias, ou até umas 5 ou 10 vezes por dia. Tem sido tão difícil, tem sido mais obscuro do que costumava ser, na verdade o que está sucumbindo sou eu, e não os problemas.
Não tem pó magico que melhore isso, não tem analgésico que melhores as dores, e nada que faça meu cérebro funcionar melhor. Prefiro dormir, dormir o dia todo para não ter que explicar os motivos por não conseguir manter-se em pé. Às vezes nem durmo, mas fico lá, intacta, imóvel, porque é tão mais fácil se passar por inútil do que explicar que não é possível prosseguir, não no momento. 
Então, sucumbi.Tudo em mim sucumbiu. 
É uma fase, a vida é feita de fases, e as ruins são tão importantes quantos as boas, tranquilas, felizes e maravilhosas. Estar na merda nos faz querer ser melhores, ser melhores, mesmo que no ápice da melancolia só desejamos, ou achamos que desejamos apenas ficar em posição fetal o dia todo ruminando toda a dor e a atual vida medíocre, mas vai passar, é a tal da esperança.
Sempre a tal da esperança.
Achamos que não temos, que não acreditamos e que essa situação ridícula é o fim, mas quase nunca é. Tem a volta por cima, a luz no fim do túnel, a mola no fim do precipício. Bom, se nada disso faz sentido, acredite esse ainda não é o fim.
Costumo sonhar mais em dias bons, e obvio que hoje não é, mas, quando o dia está ruim o sonho é que ele se torne um dia bom, então acredito que a esperança é a melhor amiga dos sonhos, eles nunca se largam, mesmo que as vezes andem por lados opostos da rua, eles estão ali, um pelo outro, jamais deixando um ao outro sucumbir, e eles fazem isso por mim, por você. São nossos anjos da guarda.



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