28 de jul. de 2013

Melodicamente dependente de uma tristeza que não passa




Sabe aquele momento que você se pergunta se a vida que está vivendo é sua? Pois é, ultimamente venho me indagando com uma enorme frequência sobre a vida, sobre o amor, sobre a fé, sobre laços, e sobre tudo isso num mesmo contexto.
Sempre ouvi falar que o amor é capaz de superar todas as barreiras, e acredito, talvez acreditasse nisso, mas ultimamente o amor vem criando barreiras na minha vida, e não são poucas. Elas são tão grandes que não consigo ver o outro lado, tem se tornado praticamente impossível enxergar a felicidade com barreiras tão amplas.
Quando vejo que a situação saiu de seu controle, que eu sai do meu controle, respiro fundo e digo: tenha fé, tenha fé de que isso vai passar, de que vai se resolver, tenha fé em ter fé, tenha fé no amor, tenha fé nas pessoas, tenha fé. DROGA, ter fé não resolve meus problemas, não tem resolvido exatamente nada e muito menos amenizado as controvérsias do destino.
Sei que é patético me revoltar com o destino, mas eu tenho esse direito não tenho? Direito de me sentir de certa forma ignorada pela vida, sinto muito se isso parece algo muito melódico e deprimente, mas me sinto melodicamente dependente de uma tristeza que não passa.
Sinto falta dos meus amigos, sinto falta da minha família, sinto falta de sentir, de sentir o meu coração palpitar de alegria, sinto falta de quando eu conseguia simplesmente sentir.
Tenho pensado também sobre laços, laços sanguíneos, fraternos, e cheguei a conclusão de que com  mesma intensidade que eles podem te fazer as pessoas mais completas e realizadas do mundo podem te fazer os seres humanos mais vazios, deprimidos, solitários e dependentes dessa terra. Dependentes de um afago, de um sorriso, de um simples: como se sente? , mas eles não se dão ao trabalho de se preocupar com algo além de seus próprios narizes.
E sinceramente, quem dera eu ser menos dependente deles (...)





Ana Rita Pardim





Nenhum comentário:

Postar um comentário